O Fim da Ilusão

Tudo aquilo que interajo,
Tudo aquilo que desejo,
Tudo aquilo que tenho repulsa,
De todo o meu saber, o que na verdade sobra?

Das palavras floreadas,
Das ações virtuosas,
Do sorriso em meu rosto,
De toda a experiência, o que na verdade sobra?

Cambaleando como um louco,
Me seguro aqui e ali.
Cada vez com mais força,
Na busca da felicidade.

O macaco embriagado
Viaja sem perceber
Que seus loucos passos
Não o tiram do lugar.

Mas quando um único raio
Do Sol da Sobriedade
Incide sobre minha face,
A dúvida desaparece.

Pois, percebo,
Sem nenhuma sombra de dúvida,
Que aquilo que é diferente, é duas vezes igual.
Que dor ou pesar há nisso?

Nos alhures do espírito,
Nas entranhas da matéria,
Nas artimanhas da mente ou no escudo do Ego,
Aquilo que é diferente, é duas vezes igual.

O abraço da mãe, O abraço da amante,
O abraço do amigo, O abraço do inimigo.
Não existe diferença
No campo da Consciência.

Levante, guerreiro,
E caminhe em sua própria Luz!
E saiba, definitivamente,
Que aquilo que é diferente, é duas vezes igual.

– Enki Mingrone –
06 de Fevereiro de 2004

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